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** Rabo de Arraia Mocó **
 

ALGARAVÁRIA

 

http://algaravaria.blogspot.com/



Escrito por Júlio Amaral Melo às 00h59
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SONHO #1
Ao meu Ursinho

Sarinha que sou: sonhei que era um dedo,
Que apareceu uma faca enorme
Na minha frente: "Quero o dedo que dorme,
É minha sina; vou te cortar!" Éramos sós. E deu medo.

A faca não esboçou se quer tensão
Dramática. E nenhum diretor
Propôs ruídos, pausas, diapasão...
Eu: dedo. Ela: faca! Ela algodão, eu trator?

O Pateta não tava: “Godizzila! Enfermeiras!!
Rei Arthur, socorro! São Lázaro? Curandeiras?...”
Descabelada, gritou a Faca: “Não agachem, lutem!”

E fendido o anular escriba em sangue: “Desfrutem!”
E foi-se. (Se decifrei tal sonho nem perguntem).
Se o guardo: tanto procuro que desacho. Tss; asneiras...


{Safra 2005}.


Escrito por Júlio Amaral Melo às 00h53
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QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa foi para o con-
vento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fer-
nandes
que não tinha entrado na história.




{A coisa mais tragic-careta quid Drummond cu-meteu?, (postado pelo Dramaturgo e Compositor Anônimo 'mais bem plagiado entre literatos dos Estados Unidos', "mais por seu esforço que por seu talento postativo)"}.



Escrito por Júlio Amaral Melo às 22h10
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HAICAI

http://www.bn.br/fbn/musica/guarnieri/guarnier.htm


http://www.samba-choro.com.br/artistas/garotoanibalaugustosardinha


http://amamostravestis.com.br




Escrito por Júlio Amaral Melo às 22h10
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DIA DAS MÃES




{Estava, ainda, Comemorando o Retorno do Computer quando fui surpreendido por mais doideras colaterais de Zefinha. Estes dias não têm sido fáceis. Depois da cirurgia, mesmo com o quenguinho costurado, ela tava uma leoa! Está acontecendo uma Metástase dentro dela, isto é: uma migração de células cancerosas pelo sangue. A delícia: é que ela vai ter de agüentar tudo isso lúcida, a minha véínha... Um dia, o mundo vai dançar a verdade sem um DEUS MARAVILHOSO, nenhum de nós estaremos aqui pra ver isso dalgum modo se não deixarmos bacuris. Acabo de voltar de corredores e gemidos. Talvez tenha sido a última vez que vi Zefinha, a atriz. Disse a ela que a amava mais que tudo nesse mundo, duas lagrimas desceram dos cantos de suas secreções óticas; ela apalpou cada recôndito de minha mão esquerda vagarozamente; tentou sorrir, mas os fundos dos olhos eram muito tristes. Que dia das mães! Mamães e filhinhos se abraçando em tudo que é lugar. Se os deuses filosofarem: que filosofia, esta, a dos deuses, ein? Não os quero céticos ou tristonhos, só precisava escrever estas coisas. Bom, fico aqui, com todo o amor eterno que ainda quero treinar com vocês; esperando Minha Mãe voltar-não voltar; não voltar-voltando do hospital Heliópolis. Tenham, e tenham mesmo! 1 ótimo final de Dia das Mães}.




Escrito por Júlio Amaral Melo às 19h28
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escusa




{Não deu pra ir ver AUTORES EM CENA. Puxa vida, mais uma vez não dando pra ver Marcelino e Cozza, nem dando pra ver o divino rapper Bonassi; mas há deliciosa serenidade dançando exalação noturna na cabeleira dessas arvores; pensando mau, mesmo indo-não indo ou não indo-indo: Bonassi, Cozza; cabeleira das árvores, Marcelino, deliciosa serenidade e braços enrolados de coberta: são de uma mistura maravilhosa}...


Escrito por Júlio Amaral Melo às 19h23
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