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** Rabo de Arraia Mocó **
 

FORMIGAS

 

A Daniel Sampaio, Cássio Amaral e Linaldo Guedes

 

“Mastigamos uns aos outros”, diz, minha tia. Era o elegante estabelecimento feito com taipas em Palmeira dos Índios. Policiais puxavam cadeiras, artesanais, propagando preconceitos e chupando os bagos dos gestos bonachões of estadunidenses na TV junto ao dono do bote, o hipócrita Messias. E foi que foi que foi na night o bandido entre eles, mas ninguém parou pra pensar em algo ou no bandido veterano, pq simplesmente aqueles fofos amavam a reflexão. E 2 dos 6 não averiguaram a maltrapilez de “bandoleiro”: pq girls estúpidas petiscavam em volta; gostosas; c/ shortinhos socadinhos em cu inclinado; fedorentas de suor e jabá; mas estúpidas, muito estúpidas. Bandido tirou 1ma gelada donde abriu fumaça, equilibrou a breja balcãozando: 1 fofo apalpará cerveja, copos encheram amigos: “alguma cerveja errada!?”, vasculharam, estrias de coruja nos olhos do gambé. “aonde?...”, disse, 1/2 bobalhão, olhando pra lugar nenhum, bandoleiro; bandoleiro pegou outra breja q outro PM tb pegou fazendo a mesma de garçom à seus afáveis; afáveis risonhos... Gritou, bandido, tento uns chiliques de mandíbula, papa, queixada, joelhos e cotovelos, antes dos fofos re-rirem: “isso não vai ficar assim”! Depois de fechar portas d vidro e pular escadinhas sem levar jabás q tinha pedido: nunca mais vi “bandido”. Já Pinicos-Head: vemos-nos sempre, (jabás à distância).

Entediadas.

Pimentas. Escassas. Palitos. “Não mastigamos uns aos outros”, me disse, outro dia, meu tio. Outro lugar maravilhoso de habitar é 1ma padoca em Maceió. Ñ têm muitas dores, 1 poeta q foi transar c/  1 bolinho de salsicha, catchupando guardanapamentos em pé defronte ao calendário de mel, entre vitrines de quentura, percebeu, de canto: dois caras q espelhos mostravam de costas. 1 deles, depois de pôr na boca a bala de hortelã q o brother tinha cuspido: levantou-se, pôs calos que pareciam olhos em poeta e percebendo q poeta ñ afinara: reencarava poeta ora em vez; desmunhecou olhando pro poeta e restituiu a munheca, poeta, desconfiado: tentou lembrar se fizera merda à alguém q fosse o olhador; mas da 2ª olhadela do fã em diante, percebia-se, de longe: ódio gratuito enchendo o copo do amigo daquele fofo. Os 3 dependendo do xero bom de xampu da Caixa q tinha ido fazê pipi, um dos caras e poeta ódio a ódio: “tem bosta na minha testa!?”, disse poeta re-guardando a grana no jaleco. O cara encarador criou o galo inchante no beiço do poeta; 1º dia dos óculos novos ainda não pagos em estilhaços no chão, chão ainda hoje logotipo pisoteados tijolinhos do CSA. Então mostrou, (o afável fofo de braço esticado), a identidade de delegado q ele encaixou no bolsinho do terno, o outro fofo: com bolinhas de neve caindo da carne das narinas: levou da poeira rachada o artista embora num último modelo da Volks: “dá queixa!,” disseram, na surdina, os olhos de diamante da Caixa, “se for bem feito: ninguém te pega”. “deixa quieto, moça, deixa...”, pensou olhando a esquina, sem dizer palavra, poeta, tentando arrumar o q ñ restava do jaleco. Sempre, jabás bem de pertinho, falo com Óculos Novos, o caolho. Quanto aos dois: minha tia tinha os encontrado. Pescoços. Ultra furados na Rua dela ao comprar pão na alvorada das pedras gigantes: “as bocas roxas”. Famintas.

Hortelãs. Repletas. Formigas.       

 

 

 

{Remela Nô, minhazinha da silva, ainda sem propulsora}.



Escrito por Júlio Amaral Melo às 19h17
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