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** Rabo de Arraia Mocó **
 

Afins de sacar 1 poema só meu? Falando só de mim?

Escrito por umbigo mesmo?

Entonces, clicai qui, paspalho...

 

http://paginas.terra.com.br/arte/pobre/

 

 



Escrito por Júlio Amaral Melo às 16h08
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VIDÉIAS CADAVERÍNTIMAS

 

num certo ossário entre floricutículas de S. P.,

ecoava na guela dum cadáver: “ñ é pq estou

de black-tie q vou dar boi; se gastou

minha nutrida paciência... Quincas! Sauloo”!!

 

Saulo: “ñ é pq eu e Quincas estamos

vestidos em calças de estopa e s/ camisas

q a gente ñ pode rangar, acendê 1as brisas...

tá... intoxicamos todo o salário q amamos”...

 

Quincas: “quem lucra: duráveis, ñ veio; bóra mastigá 1ma”!

Caveira: “já esqueceu q enterraste Visc. de Inhaúma?!

E antes da tarde, Quincão, noutra lápide; tem de escrever:

 

Foi Poe...” “outro”!? “engraçadinho... precisa ver?

e amou naa... Manuel a. a. de Azevedo, 1831/1852;

vai garoar. ...fungos nem vão ler a carne depois”...  

 

 

 



Escrito por Júlio Amaral Melo às 16h04
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BREU

 

matagal, ó,

arco-íris diurno em

sodoma com a lua.

 

 

 

 

UÃ FESORA NOTRA FEÇORA

 

muié: muita

famia junto a ci-

vilizão some!. . .

 

 

 

LUA

 

Sol anti-doméstico

    , anti-scolasta. Sol!! Ñ sol...

, sol ñ sol

 

             Não anti-sol,

                     Mas sol espacial hímen

 

            Ampulheta, quirela

 

            Crepúsculo da favela

 

            O céu cinza cisca o Riacho todo galinha

 

            Dréier, Róliúdi

 

           Cheiro

           De

           Buceta

           Fechando

           Janelas

 

 



Escrito por Júlio Amaral Melo às 16h02
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VOGAIS

 

A negro, E branco, I roxo, U verde, O azul: vogais,

Qualquer mão eu vou sacar teus segredos latentes:

A, noite vela o voar das moscas escarluzentes

Que zumbem em torno dos cruéis pantanais,

 

Tendas d’ombro; E, candidez das vaporagens e dos dentes,

Lanças das flores glaciais, brancos reis, frissons d’umbelas;

I, rubis, curpe carmim, a rir das soltas belas

Da cólera ou dos iludidos penitentes;

 

U, círculos, vibramentos divinos dos mares

Verdes, paz dos pastos colhida d’animais, paz dos ares

Que a alquimia imprime às longas frontes dos binóculos;

 

O, supremo Clamor da estridência dos banjos,

Silêncios travestidos dos Mundos e dos Anjos:

–– Ó Ômega, raio violeta dos Seus Óculos!

  

 

VOYELLES

 

A, noir, E blanc, I rouge, U vert, O bleu: voyelles,

Je dirai quelque jour vos naicessances latentes:

A, noir corset  velu des mouches éclatantes

Qui bombinent autour des puanteurs cruelles,

 

Golfes d’ombre; E, candeurs des vapeurs et des tentes,

Lances des glaciers fiers, róis blancs, frissons d’ombelles;

I, pourpres, sang craché, rire des lèvres belles

Dans la colère ou les ivresses pénitentes;

 

U, cycles, vibrements divins des mers virides,

Paix des pâtis semés d’animaux, paix des rides

Que l’alchimie imprime aux grands fronts studieux;

 

O, suprême Clairon plein de strideurs étranges,

Silences traversés des Mondes et des Anges:

–– O l’Oméga, rayon violet de Ses Yeux!

 

 

{Rimbaud/Júlio}.



Escrito por Júlio Amaral Melo às 16h01
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DESAJEITADA

 

Abismo: a noite traz a treva.

Entulho, vermelha; galáxia bem negra.

Caem cintilações donde a espiral reintegra

o céu amor em fachos. Estrela: leva

 

o aperto de 2 dedos nas bochechas

cintiladas; facho de dedos: são duas

estrelas que restaram e são tuas,

embora cintilem sem bochechas...

 

Ilca, ñ 'mama a Mama' de Zuleica?

Ébrio, serelepe, Jamil ñ salamaleica

o loló barbudinho da corcunda

 

cabeluda num torpor que inunda

aquele rabo até paixão? Acorda, pirralho!

Demorou, meu; me seqüestra, caralho!

 

 

 



Escrito por Júlio Amaral Melo às 18h29
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