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Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo
cordas
Betina Stegman violino Nelson Rios violino Marcelo Jaffé viola Robert Suetholz violoncelo
Considerado um dos mais notáveis grupos de câmara da América Latina, acumula três premiações da Associação Paulista de Críticos de Arte e o Prêmio Carlos Gomes de 2003. Corpo estável de longa tradição da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo – foi fundado em 1935 por Mário de Andrade – sua atual formação reúne músicos de intensa atividade no Brasil e prestígio internacional.
BETINA STEGMANN - violino Diplomada pela Escola Superior de Música de Colônia, Alemanha, aperfeiçoou-se em Tel-Aviv, Israel. Atuou como recitalista e solista na América Latina, EUA e Europa e gravou para as emissoras WDR (Alemanha) e RAI (Itália). Integra o Quinteto D’Elas e é spalla da Orquestra de Câmara Villa-Lobos.
NELSON RIOS - violino Bacharel pela Faculdade Mozarteum, freqüentou a Carnegie Mellon University em Pittsburgh, EUA, com bolsa Vitae. Foi fundador do Quinteto Ravel (atual Quinteto da Paraíba) e integrou as orquestras Sinfônica da Paraíba, de Câmara de Blumenau, e Jazz Sinfônica, entre outras. É membro das orquestras de Câmara Villa-Lobos e Sinfônica da USP.
MARCELO JAFFÉ - viola Premiado aos 14 anos em concurso nacional da Universidade de Brasília, aperfeiçoou-se na Universidade de Illinois e no Centro de Música de Tanglewood, nos EUA. Foi diretor artístico da Orquestra Sinfônica de São Paulo e é atualmente professor na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
ROBERT SUETHOLZ - violoncelo Nascido em Milwaukee, EUA, obteve mestrado pela Universidade de Northwestern, em Chicago (EUA). Foi spalla dos violoncelos da Israel Sinfonietta, e no Brasil, das orquestras sinfônicas da USP e do Estado de São Paulo. É chefe de naipe da Sinfonia Cultura e professor no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP.
Escrito por Júlio Amaral às 21h49
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SONETOS
CLOWN
arrankei uma
gargalhadas do meu
amor e xorei só
ESTRELAS-MACONHA
Negros Prata
Samba Dá Nirvana Céu
Me cachaça a bronha
GORDOS CONSTATADOS
Na vila Nata-
nael: tem gente de es-
tômago vazio
ALGODÃO
Desgraça nenhu-
Me fez querer morrer
Dúvida tesão
Escrito por Júlio Amaral às 16h18
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MORTE NA PAREDE
Apenas sei que agora estou sentado, Em uma cadeira em alta velocidade. No final, pode ser uma grande parede, Que espero para acabar com tudo isso.
Já faço um tempo sentado aqui, Vendo muitas coisas passarem. Passam pessoas, lugares, livros e musicas, Isso de tão depressa, aparenta ser um corredor.
Enquanto as coisas passam não consigo mover-me, Está muito rápido, não há nada que possa fazer. Tento me mover para não agonizar, mas não dá, Todo movimento que faço é como permanecer imóvel.
A grande parede pode chegar a qualquer hora, E não vou saber dizer sua forma, cor ou tamanho. Apenas vou ficar me movendo, para não desistir, Mover-me em uma tentativa... De parar de agonizar.
{Edgar Demarchi}.
Escrito por Júlio Amaral às 15h29
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